Assim como acreditamos que somos um corpo e que ele nos define, pensamos, igualmente, que somos o que a mente pensa e constrói sobre nós, sobre o mundo e sobre a vida.

Tu não és o teu corpo, nem a tua mente humana. Eles são recursos para servirem Quem És.
Se admitires esta verdade, o que muda em ti?

A relação que estabeleces com a tua mente e corpo é desenvolvida dentro dos pressupostos com os quais a mente funciona. É a própria mente que pensa sobre si mesma, atribui-se nomes, pertenças, histórias, acredita que são reais e apresenta-te o resultado final, como se, tu, fosses aquilo que ela é.

Talvez te permitas receber estas perguntas que se seguem e descobrires até onde elas te levam…

• O que muda se te vires como a Consciência que permite à mente e ao corpo servir-te na tua Criação como ser divino?
• E se te abrires a esta possibilidade?
• E se olhares para ti como aquele/a que observa conscientemente a dança que acontece nestes 2 recursos ao teu serviço, o corpo e a mente?
• E se te vires como “aquilo” que tudo recebe em ti e não se reduz a nada?
• E se esse “aquilo” for a tua consciência?
• Sem a tua Consciência existiria mente ou corpo? Como saberias?

A mente olha para ti percebendo-te como ela mesma. Ela tem tido o papel de te dar a ilusão de que tu és, ela. O sentido de identidade foi desenvolvido pela tua mente para poder construir toda uma perceção do mundo e da vida. Sem uma identidade, isto é, sem um “eu” a mente não tem como desenvolver o seu trabalho de construtora de perceções e aparentes realidades.

Mas, está na hora de acordarmos deste sonho. Estamos a despertar e a deixar de ser uma identidade imaginada, uma “persona” que parece ser quem és, mas que, na verdade, é tão imaginária como a mente que a inventou.

Neste Natal celebra o teu nascimento, acordando para ti mesmo. Para a verdade de ti. Tu não és a mente, és Aquele/a que a mente serve. Esta descolagem da mente liberta em ti muitos milénios de cativeiro da tua verdadeira Identidade.

Tu és Deus em expressão!

Apesar do que a tua mente pensa de ti, ainda, tu já és o que sempre foste, a totalidade do teu Ser. Sempre foste e sempre serás. Não podes fazer nada que te manche ou impeça de seres divino/a.

Tu já és suficiente, tal como És, mas não como a tua mente imagina que és. Essa CONSCIÊNCIA infinita é a tua natureza, a tua essência e nada é mais real do que O QUE ÉS.

Confinados à mente a grande maioria dos seres humanos não tem esta consciência. A humanidade, na sua generalidade, sente-se e vê-se como esse pequeno/a refém da mente. A maioria ainda está presa no sonho da separação e da limitação.

Nesta mensagem de Natal eu convido-te a ires além da ilusão de quem pensas ser.

Imagina, por um momento, que te observas enquanto a mente e o corpo se mexem, como agem, como albergam os pensamentos, como desenham o teu dia. Sem julgamento algum, apenas observa e vai lembrando a ti mesmo/a que és a consciência que observa a sua expressão física que se desenrola através da mente e do corpo que te servem.

Vê-te como o espaço, o silêncio, o pano de fundo onde toda a ação acontece. Tu não és a experiência, tu és Aquele/a que a permite e acolhe na sua imensidão, descobrindo-se e explorando-se no mundo físico e recolhendo a síntese de cada instante de aventura, neste nível físico.

E que Assim Seja.
Isabel Ferreira