Querido Grupo de Luz,

Cada dia que surge parece ocupar um espaço num calendário imaginado, do aparente “tempo”. O relógio humano dança ao som de instantes que parecem acontecer separados uns dos outros. O ser humano corre entre o que foi e o que será e esquece-se do que É. O passado e o futuro são ilusões que nos retiram a consciência do INSTANTE onde tudo É. É neste aparente ínfimo momento que a vida renasce, acorda, brilha e desfruta da sua aventura. É neste instante, o Agora, que a Criação nos aguarda para nos servir. O antes e o depois apagam-se, o imaginado e o desejado, já criado e vivido, revela-se. No mundo do fazer não há magia criadora, há controlo, esforço, luta e limitação. O Agora nada conhece senão a sua Presença, infinita, livre, sem mais ou menos. Neste Instante Santo, a Magia eterna é reconhecida e recebida. No instante Santo acontece, simplesmente, a Criação do que já foi, é e será, num único sopro que contém a eternidade. A tua mente não pode entender estas palavras. Mas a tua Existência, a Consciência do teu SER, bebe este néctar divino da grande aventura humano-divina! Abre-te ao aparente Nada ou ao aparente Tudo. Tu ÉS. Tu Existes!

Deixa que o Diamante que És te seja revelado. Não procures mais. Não há nenhum lugar aonde ir, não há conquista, não há esforço. Recebe, Sente, Desfruta e expande o Amor que ÉS. Não precisas de mais nada, não existe mais nada que faça falta, tudo é completo em si mesmo. Acolhe, recebe, sem que a tua mente possa interpretar e definir, e, finalmente, no instante único, reconhecerás o que sempre “foste”, És e “serás”.
Abraça o que chega a ti, AGORA. Sempre esteve Aqui para ti. Escuta o Silêncio! É Nele que a lembrança de Ti se ilumina. Não corras, não forces, não insistas, não procures por ti onde não estás. Cada vez que procuras atrasas o encontro contigo mesmo/a.

A descoberta acontece no silêncio da rendição. Quando os sentidos se acalmam, a mente se silencia e o corpo se rende, a momento da Criação acontece, expressando-se para além do barulho mental e físico. O Silencio e a Presença podem simples “SER”. No aparente vazio as agonias queixam-se das suas dores, as sensações anunciam-se, os pensamentos discursam na mente, mas aos poucos, o aparente vazio irradia a sua Luz. Acaba começa a música divina que o SER expressa, expande-se, talvez no “nada”, talvez num novo sentir, numa nova possibilidade. A Criação É, simplesmente, brota e irrompe, descobrindo o infinito, pintando-o de cores e sentidos, enfeitando a existência do EU SOU, EU EXISTO!