Amar-me é receber-me e vice-versa. A crença na separação divide-nos ao meio. tornamo-nos, apenas, uma metade de nós. Como uma metade nunca chegamos a receber inteiramente, pois não podemos receber Quem Somos. A nossa Divindade é inteira e completa e todas as “partes” ou “aspectos/facetas” nossas são parte do Todo que Somos. Na separação o que tornamos “separado” de nós, fica órfão do resto de nós mesmos…
Quando mergulhamos na dualidade, não recebemos, verdadeiramente. Pois o recebimento é inteiro ou não é de todo. A compreensão a seguir é: Todo o recebimento está disponível em nós, mas porque não é reconhecido/aceite, ele parece não existir ou estar “fora” de nós…
O grande desafio está em aceitarmos que não há nada fora de nós mesmos. Só existimos nós, no nosso universo de perceção e em toda a nossa Criação. Como o Curso em Milagres diz: não podes estar um pouco “grávida/o”. Ou estás, ou não estás. Com o recebimento acontece o mesmo: ou recebes ou não recebes, ou vives em separação, ou sem separação.
O receber do “humano” dualizado funciona como uma espécie de conta gotas pois a separação precisa de uma parte “fora” para alimentar a sua condição de separado. Se existe um “lá fora”, fechas a tua consciência de ti mesma. Ela retira-se para os bastidores da tua consciencia, deixando que experiencies, até quando quiseres, a separação…
A viagem humana vai prosseguindo, em separação, até que desperte em ti a lembrança de que és um SER INTEIRO, ainda que com muitas facetas. Mas todas são o Todo e o Todo vive em todas. Não há separação. A transcendencia acontece quando o humano (em separação dual) abre mão da ilusão de ser uma persona separada e limitada e abre a sua Consciência, RECONHECENDO que o que parecia estar “fora”, está dentro e que, nesse reconhecimento, RECEBE e toma consciência de que TUDO vive em SI, pronto desde sempre.
O humano dualizado procura “fora” e cria uma realidade de carência, medo, abandono, imerecimento, etc. O Humano-divino SABE que só existe ELE/A e que nada pode estar fora de Si.
O tempo, o espaço, a gravidade mantém a ilusão de que tudo está lá fora e separado. A abertura de consciência do humano permite que ele/a perceba que não há passado, nem futuro, e que tudo está AQUI e AGORA. Tudo o que procuras lá fora, está dentro de ti. Reconhecendo isso, Sabes que és inteiro/a, tudo o que És e desejas está em TI, AQUI E AGORA. Não buscas. RECEBES porque sim.
Mas se continuas a “procurar” complementos lá fora, tipo necessidades, culpas, medos, etc ainda estás a experienciar a dualidade. As necessidades, o não merecimento, a limitação, o medo e tudo o mais quando tornadas reais por ti, arrastam-te para a separação. Não podes RECEBER por inteiro e ainda assim acreditares na separação, no “lá fora”.
O Amor que És, está JÁ em TI. Ele espera o momento em que te abras a receber-te como um SER INTEIRO, sem dualidade. Fora da ilusão dual, tudo o que procuraste e viveste como separado, brilha em TI, sem nenhum julgamento, sem procura, sem impossíveis, sem limitações, sem justificações, etc. Olhas para ti e SENTES que és uma Divindade em Expressão Infinita, DESFRUTAS da beleza do teu SER, CRIAS com a Magia da tua Expressão pura em Êxtase de TI MESMO/A.
Tu já SABES tudo isto. Estou só a lembrar-te para que, através da minha LUZ, acordes e te permitas receber a tua própria LUZ e LIBERDADE. Quando olhares para os teus “problemas” abre-te a receber o que sentes a partir deles. Existe um “véu” muito fino entre a dualidade e a Unidade, entre a separação e a integração, entre a ilusão e a Verdade.
Atravessas esse “véu” quando olhas para as dificuldades ou limitações, ou qualquer outra perceção, e a reconheces como uma experiencia tua, criada para te servir, na viajem humana, mas não para ficar “presa em ti”. Reconhece que a energia criadora da tua Consciência não tem qualquer dificuldade em expressar o que desejas.
PORÉM, quando RECEBES o que sentes com essa perceção, está a fazer a travessia …
1- RECEBE o que sentes, sem julgamento algum,
2- Observa em Presença … estás a bater à porta do teu Paraíso Sagrado.
3- Irradia a tua LUZ e deixa que ela te conduza ao Céu do TEU SER. O que era doloroso ou preocupante, se dissolve e te abençoa nos braços do teu SER.
Tudo, neste momento, que te mantém preso/a na dualidade vem a ti para que:
RECEBAS EM SANTIDADE E INOCÊNCIA.
Para isso é-te pedido que
• ACOLHAS em vez de julgares, criticares e condenares, seja o que ou quem for.
• ENTRA EM PRESENÇA, para que deposites no teu ALTAR INTERIOR a tua experiencia e, finalmente, a
• ILUMINES com a Tua LUZ. E, assim, atravessaste o “véu” e, entraste “na TUA CASA SAGRADA – O TEU SER”.

